2.ª edição do Kriol Jazz e 1.ª edição do Kontornu
Águeda voltou a ser ponto de encontro entre culturas ao acolher mais uma edição do Kriol Jazz Festival, que regressou a Portugal e reforçou a parceria com Cabo Verde. Pela primeira vez, o evento, que decorreu maioritariamente no Centro de Artes de Águeda, integrou também o Kontornu – Festival Internacional de Dança & Artes Performativas, alargando a programação e diversificando a oferta cultural. Ao longo de três dias, Águeda viveu a cor, o ritmo, os sons e a identidade cabo-verdiana. O festival cruzou linguagens artísticas, ultrapassou o formato tradicional de concertos e expandiu-se para diferentes espaços, incluindo atividades ao ar livre, gastronomia, artesanato e instalações artísticas. Contou igualmente com a presença das batukadeiras (através da Associação de Mulheres Cabo-Verdianas na Diáspora em Portugal), com workshop de batuco e de confeção de cachupa, bem como atuações de artistas de renome marcaram esta edição. A comitiva institucional que visitou Águeda integrou Jorge Figueiredo, Ministro da Saúde de Cabo Verde, A Encarregada de Negócios da Embaixada de Cabo Verde em Portugal, Ana Pires, a Diretora-Geral das Artes e das Indústrias Criativas, Eliane Lopes, e a Gestora do Centro Cultural de Cabo Verde, Ângela Barbosa. O programa do evento dedicado à crioulidade distribuiu-se ao longo de três dias com iniciativas para diferentes públicos. Na sexta-feira, o arranque fez-se com a inauguração da instalação sonora “Não só de oceanos se constrói um corpo feito de água”, de Carlos Noronha Feio (com curadoria de Ricardo Barbosa Vicente), e com o concerto dos históricos Tubarões, verdadeiro património vivo da música cabo-verdiana, que encheu o Centro de Artes de animação, com o público a “invadir” o palco para dançar. Em paralelo, o Kontornu promoveu a atividade infantil “BULUKU”, dirigida ao público mais jovem. No sábado, o festival intensificou a componente participativa, com destaque para o workshop de batukadeiras, o showcooking de cachupa e a atuação da Orquestra de Batukadeiras de Portugal. A noite ficou marcada pelo concerto dos Brooklyn Funk Essentials. O Kontornu juntou-se à programação com um workshop de dança afro contemporânea e a performance “LONGI”. No domingo, o Kontornu promoveu atividades descentralizadas, como a iniciativa infantil “Xindzuti”, um workshop de kuduro e a performance “Reverberações de um corpo em tela”. O encerramento, contou com a energia eletrizante de Yilian Cañizares no palco do CAA. Esta é uma iniciativa que reforça a cooperação cultural entre Águeda e Cabo Verde, incluindo intercâmbios artísticos e a circulação de projetos entre os dois territórios. Com uma programação que cruzou música, dança contemporânea, gastronomia e tradição, o festival afirmou-se como uma celebração da crioulidade e da diversidade cultural, consolidando Águeda como um espaço de encontro entre povos e expressões artísticas. Está já confirmada a continuidade do evento, estando já prevista uma 3.ª edição igualmente alargada e culturalmente abrangente, cuja data será anunciada brevemente.